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Dom Mário Robert Emmet Anglim C. Ss. R.

02/06/1964 - 13/04/1973

       Natural de Chicago, Illinois - Estados Unidos, filho de Francis Michael Anglim e Rosa Purcell nasceu em 04 de março de 1922. Fez a sua profissão de votos no dia 2 de agosto de 1942 e foi ordenado sacerdote em Oconomowoc, Wisconsin no dia 06 de janeiro de 1948 e logo enviado ao Brasil[1]. Designado para trabalhar na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Belém do Pará onde já trabalhava o Padre Roberto Hanlen que era conhecido por Padre Roberto, então padre Roberto Anglim adotou o nome de “Mario” em homenagem ao arcebispo de Belém Dom Mário Miranda Vilas-Boas. Depois de dois anos como Vigário Paroquial em Belém, Padre Mário é nomeado diretor dos estudantes no seminário de Coari estado do Amazonas e posteriormente foi para Manaus como Superior da comunidade Redentorista e Pároco de Nossa Senhora Aparecida. Depois tornou a volta e servir como Pároco e superior em Coari, até que fosse nomeado Vice-Provincial.

          Em março de 1964, a Santa Sé estabeleceu a Prelatura-Nullius de Coari, no Estado do Amazonas, no Brasil onde por mais de vinte anos, os Padres Redentoristas da Província de St. Louis faziam trabalho missionário na área e era natural escolher um dos missionários redentoristas para ser o primeiro-Prelado nullius de Coari. Isso foi feito em 25 de abril pela Santa Sé.

          Após dezesseis anos servindo a igreja na Amazônia como missionário Padre Mário Anglim é nomeado prelado de Coari e no dia 02 de junho de 1964 foi sagrado Bispo pelo cardeal Jonh Cody na igreja de Santo Afonso em Chicago, Illinois, EUA[1].  Aos 26 de Julho de 1964, na Catedral de Sant’Ana na cidade de Coari, na presença do Bispo Metropolitano de Manaus, Dom João de Souza Lima, do Bispo Diocesano de Juazeiro na Bahia e de Dom Joaquim de Lange, bispo de Tefé, tomou posse como o primeiro Prelado nullius de Coari como consta no livro tombo da Prelazia.

           Lema Episcopal: MINISTRARE NON MINISTRARE  (Servir e Não Ser Servido).

Após anos de trabalho a saúde de Dom Mario demonstrou os primeiros sinais de cansaço, em parte causada pelo hábito de fumar cachimbo sendo aconselhado por seu médico evitá-lo e ter um cuidado especial com a alimentação; Orientação que frequentemente ignorava principalmente quando nas visitas aos paroquianos  não recusava o café de boas vindas ou a refeição regional rica em calorias. No inicio do mês de abril de 1973 realiza os preparativos para mais viagem missionária as comunidades ribeirinhas localizadas no lago de Coari. A bordo do barco Santo Afonso inicia aquela que seria a última viagem pastoral. Após visitar as primeiras comunidades o problema de saúde agrava-se sofre o primeiro infarto, (diagnosticado posteriormente no hospital) e retorna à cidade. Era necessário procurar recursos em Manaus, mais seu estado clínico não permitia ser transportado de avião, portando acompanhado de uma enfermeira segue viagem no seu próprio barco na manhã do dia 12 de abril de 1973.

          Normalmente quando viajava, o barco passava próximo á margem do rio e quando avistava os ribeirinhos acenava. O povo reconhecia o barco do bispo e também repetia o gesto.  Naquele dia 12 de abril o barco seguiu viagem com um trajeto diferente, longe das margens e com velocidade mais rápida do que de costume chegando ao amanhecer do dia seguinte a cidade de Manaus atracando na escadaria do bairro de Aparecida, logo em seguida a enfermeira que o acompanhava desembarca para confirmar a chegada.

          Enquanto aguarda no barco a equipe médica, Dom Mário faz a barba e após sentar em sua cadeira de embalo de madeira sofre outro enfarto do miocárdio fatal falecendo às 08:00hs do dia 13 de abril de 1973 ao lado apenas de seu motorista Raimundo Sevalho. Coube a Radio Rio Mar de Manaus anunciar o falecimento. Durante os dias seguintes em meio à comoção popular aconteceu a celebração das exéquias com o corpo presente na matriz das paróquias em Manacapuru, Codajás e finalmente em Coari com a presença de numeroso multidão prestando as últimas homenagens[1].

“Não acabamos o trabalho, mas desafiamos o trabalho a acabar com a gente. O povo sabe que com, ou sem casa própria, viemos aqui para morar com eles. E haveremos de ficar até o fim, se preciso for, de nossa vida, pois o desafio continua.”. –Dom Mário -.

Seu corpo foi sepultado na Catedral de Sant’Ana em Coari.









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